Como dizer ás palavras,
Que alimentam a minha fome,
E me projetam
Para a linguagem das coisas,
E dos bichos,
Nos imperfeitos dias e noites,
E me tocam por dentro,
A oeste do meu corpo,
Como dizer aos meus gestos,
Que sejam breves,
E claros,
Como aves,
Que assumam o dom,
De ser asa,
Como dizer,
Aos meus olhos,
Do que não me pertence,
Mas que guardo o ouro,
Que o coração sempre teve,
Desabotoo a vida,
Como da urgência,
De um barco,
E por mim deslizam inquietas,
Vestidas de vestidos frágeis,
A certeza,
Da magia das palavras…
Ornando os meus silêncios,
Nas letras esquivas do meu nome!
Que palavras?
Juntei-as ao meu silêncio!
E toco de leve,
O rumor dos seus segredos!
Sou capaz de jurar,
Que uma delas se transformou,
Em onda de espuma,
Sobre a minha pele!9

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