É triste ver pessoas com capacidades cognitiva e de raciocínio tão elevadas se achando maior, ou melhor, do que pessoas que expressam características como racismo, homofobia, machismo, preconceito exacerbado, fanatismo ou similares.
Não estou, nem jamais estaria, defendendo quaisquer dessas características mencionadas, mas contrapor ironia à ignorância, fazer piada com a incapacidade alheia, ou mesmo lidar com intolerância contra qualquer tipo de limitação do outro, é o mesmo tentar resolver um problema com uma guerra, ou tentar apagar uma fogueira com gasolina.
Ou ainda achar que é possível se conseguir o entendimento apontando a fraqueza e a ignorância de alguém.
O máximo que vão conseguir com isso é dar força e motivação àqueles que pensam da mesma forma e compartilham das mesmas atitudes.
O ser humano, ao meu ver, é formado de dois grandes potenciais evolutivos: a intelectualidade e a moralidade.
Ele é e sempre será um ser racional e emocional em proporções inúmeras e distintas.
Muitas vezes é preciso abrir mão da razão para se conseguir atingir algum grau maior de felicidade.
Conheço pessoas sem o mínimo grau de instrução, ou com limitada capacidade intelectual, mas que se mostram humanos fantásticos, amorosos, caridosos, cheios de compaixão pelo próximo.
Assim como conheço pessoas que seriam tranquilamente doutores, pós doutores e iriam longe na vida acadêmica, mas que engatinham à passos curtos em matéria de moralidade.
Não conseguem sequer admitir ou identificar a deficiência ou necessidade de evolução moral.
No fim das contas, não vejo alguém melhor ou pior do que ninguém.
Somos todos ignorantes, uns mais do que outros e em assuntos distintos.
O ser que se abre ao conhecimento e ao aprendizado de qualquer espécie, percebe que a cada dia que se aprende algo novo.
Outros tantos ainda virão para que se atinja a perfeição ou o índice absoluto em qualquer assunto.
Façamos a nossa reflexão...

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