AMOR MENDIGO
Quando nos sentimos invisíveis e insignificantes perante alguém, é porque esse alguém não nos merece.
O amor deve ser demonstrado, mas nunca mendigado.
Merece o nosso amor, aquele que diz menos, mas faz mais. Não nos merece aquele que só nos procura quando precisa, quando o interesse pessoal o permite, mas sim, aquele que está a nosso lado quando precisamos.
Merece o nosso amor, aquele que mesmo sem esperar nada em troca, interioriza esse sentimento em si, e faz-nos sentir importantes.
A pessoa que merece a outra, é aquela que tem a liberdade de escolher, a que fica perto de nós, a que nos dedica o seu tempo e o seu pensamento.
E porque quase sempre, temos a percepção das atitudes tomadas pelo outro, como falta de interesse, devemos tomar cuidado, pois a esperança e a expectativa são, muitas vezes, a base dos fracassos emocionais. As dores emocionais, na maioria dos casos, são semelhantes às dores físicas.
Por isso, é que não podemos deixar que o tempo cure, temos que desinfectar as feridas, fazer curativo a fim de evitar que sangrem.
Não procuremos quem não sente a nossa falta. Nunca devemos sentir a falta de quem não nos procura.
Nunca devemos esperar quem não nos espera. Devemos amar-nos a nós próprios e deixemos de implorar, mendigar o amor dos outros.
Vamos valorizar o nosso sorriso, tenhamos amor próprio, por tudo o que nós somos, e não por alguém que não nos merece e nos faz pensar que não temos mérito, valor, e que somos menos porque somos ignorados.
O nosso carinho deve ser guardado para quem nos quer e nos compreende sem qualquer julgamento.
Não existe falta de tempo, existe falta de interesse.
22.08.2018
Graziela Veiga

Sem comentários:
Enviar um comentário