O QUE IMPORTA...
Há anos, importei-me com muita coisa. Apesar de tudo, algumas coisas foram resolvidas, outras não. Hoje, penso que foi inútil tanto desgaste para nada. É que tudo acabou por tomar o seu rumo, e sem mover uma palha, por vezes, a solução tornou-se mais viável, mais assertiva.
Decorrido algum tempo, já relativizei algumas coisas, sobretudo aquelas que não têm solução. E cada vez mais, estou a reduzir tudo que me incomoda, mormente o que não me traz paz, pois é impossível viver com tantas preocupações que, ao fim e ao cabo, não acrescentam em nada à minha felicidade.
E assim, paulatinamente, a idade vai filtrando o que realmente tem importância. E por fim, ficamos reduzidos a duas ou três coisas essenciais, os pilares fundamentais para que tudo avance, para que tudo dê certo, sem descurar a família, os amigos, em suma, o que realmente conta, pois o resto...o resto costuma a ser supérfluo. Eu já não acumulo supérfluos, dão imenso trabalho e nunca encontramos a sua utilidade. É cansativo, desgastante lutar contra o que está, e é por natureza para ser assim. Não aceita mudanças, mantém-se com a sua pujança, jactância e não admite que o outro possa estar certo. Impossível dialogar com quem não admite que há mais opiniões, que há outro ponto de vista.
E pronto! Com o passar dos anos, com alguma sabedoria e determinação, passo a dar importância ao que realmente merece o meu precioso tempo, pois de resto, a minha integridade física não me permite ir mais além, ganhar capacidade de perceber o imperceptível.
A minha vida está adaptada às minhas limitações, e em total colapso para tudo o que me incomoda de forma desnecessária, ou ameaça a minha sanidade mental.
01.08.2019
Graziela Veiga

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