Uma justíssima homenagem

Dia 19 de abril é a data de aniversário do Rei Roberto Carlos. Um dia muito especial para os fãs do Rei. Por outro lado, e no que concerne à ilha Terceira em particular, vamos ter uma justíssima homenagem ao Padre Francisco Dolores que, nesse mesmo dia, assinala 40 anos de ordenação. Francisco Dolores, natural da ilha de Santa Maria, já passou por várias
paróquias da ilha Terceira e, em todas elas, deixou a performance do seu reconhecido humanismo, pela pessoa que é pela pessoa que se entregou a Deus e cumpre religiosamente a mensagem passada por Jesus Cristo. Ele é, de fato, um homem bom e que procura, fundamentalmente, apoiar todos os fieis que o procuram na Casa de Cristo, enfim, por onde ele se encontra. É um homem dotado de grande capacidade e os seus escritos no jornal A União eram muito apreciados. E nunca se eximiu de críticas, mas fê-las sempre com um notável equilíbrio, sem ferir susceptibilidades, mas com criticas construtivas e cuja intenção era mesmo para que se refletisse em cada conteúdo da sua escrita.
Homem calmo, sabedor e amigo de todos, Francisco Dolores foi meu companheiro no jornal A União na minha última passagem na qualidade de editor desportivo. O Padre Dolores fez equipa com outros sacerdotes, nomeadamente os falecidos Manuel Coelho de Sousa e José Barcelos Mendes. O Padre Dolores foi então, pelo bispo de Angra e dos Açores, nomeado administrador da União Gráfica Angrense, tarefa que desempenhou a contento, mantendo uma relação exemplar com jornalistas e funcionários. Estava sempre aberto ao diálogo, nunca se eximindo das suas responsabilidades e, também, impondo-se com um claro raciocínio quando se tratava de despesas inerentes à redação do próprio jornal. Ele dizia sempre: “fazemos aquilo que podemos e que está ao nosso alcance. Quero o melhor para todos, mas, por outro lado, também tenho que prestar as minhas contas à Diocese”. Aliás, creio que esta mensagem passada pelo Padre Dolores foi compreendida por todos os trabalhadores da União Gráfica Angrense.
Em dezembro de 2010, reencontrei o Padre Dolores à saída do edifício da União Gráfica Angrense. E a primeira coisa que me perguntou foi pela minha mãe que está na Casa de Repouso da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo. Devo confessar que, quando Pároco da Terra Chã, o Padre Dolores apoiou sempre a minha mãe quando ela o procurava para expor os seus problemas. Foi sempre um bom amigo e um ótimo conselheiro, comportamento que lhe é peculiar por cada paróquia por onde passa. É digno dos maiores encómios.
Parabéns, pois, ao Padre Francisco Dolores por esta efeméride e é de toda a justiça a homenagem que lhe vão prestar no dia 24 de abril com um jantar que decorrerá no Centro Comunitário de São Bento.

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