
Estou no Brasil há 12 anos, nove dos quais passados entre Niterói e Rio de Janeiro. Os outros três funcionei como uma ave de arribação. E é por isso que hoje estou no Nordeste.
Quando foi anunciada a candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos
Olímpicos de 2016, coloquei muitas dúvidas sobre a capacidade de resposta para o efeito. E sabe-se que, durante o trajeto até se chegar ao dia desta sexta - feira, dia 5 de agosto, algumas coisas aconteceram que desagradaram, inclusive ao próprio Comité Olímpico Internacional. Mas, felizmente, com maior ou menor grau de dificuldades as arestas foram limadas. Depois, no que concerne à abertura dos Jogos Olímpicos, fiquei de certo modo apreensivo, colocando esta interrogação: será que corresponderá aos anseios dos cariocas e dos brasileiros em particular? Quando o espetáculo começou desde logo desfiz as minhas dúvidas. Realmente, e sem pontinha de exagero, foi do melhor que se viu até hoje. Todos capricharam para que assim acontecesse, ou seja, que o Brasil passasse uma imagem bastante positiva do que é capaz de fazer com qualidade. Um espetáculo multicolor, prenhe de uma contagiante alegria.
Parabéns ao Rio de Janeiro, parabéns ao Brasil que, afinal,e bem vistas as coisas, constitui agora a minha segunda pátria. A primeira, Portugal, também deixou a performance de uma representação fiel aos seus princípios, isto é, participar e consequentemente,a partir deste sábado em que se inicia a competição, lutar pela conquista de uma ou mais medalhas. E lá estava o presidente da nação, Marcelo Rebelo de Sousa, que para muitos tem sido o "talismã" das nossas recentes conquistas, nomeadamente no futebol, hóquei em patins e atletismo. Valeu, presidente. Valeu, Brasil!

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