Não lhe passava pela cabeça ser presidente da ALRA
Na mente de alguns leitores (pessoas amigas), por certo esta frase é
retida: “ele só conta episódios passados com os outros”. Na verdade, não
é bem assim. Porém, e para manter esse tal equilíbrio que sempre se deseja,
hoje narro uma história que aconteceu por ocasião do I Encontro dos Jornalistas
Açorianos,
realizado na cidade de Ponta Delgada, evento que reuniu jornalistas de todas as ilhas açorianas, com maior representatividade para São Miguel (em sua própria casa) e Terceira.
realizado na cidade de Ponta Delgada, evento que reuniu jornalistas de todas as ilhas açorianas, com maior representatividade para São Miguel (em sua própria casa) e Terceira.
Na distribuição dos quartos, e porque representávamos o mesmo jornal, na
circunstância este matutino (então vespertino), coube-me por companheiro de
aposento o mais jovem escriba da altura, o nosso bom amigo Francisco Coelho, do
qual desconhecia algumas “artes” de brincalhão. Mas é sempre bom que isso
aconteça em reuniões desta natureza, o que significa espírito de sã
camaradagem. No entanto, nosso jovem de então numa bela noite, apoiado pelos
“mestres” Luciano Barcelos, Armando Mendes e Paulo Barcelos, decidiu-se por uma
revolução no quarto, desfazendo a minha cama, colocando o colchão encostado à
parede, sapatos pendurados no candelabro, enfim, uma bagunça de todos os
tamanhos e que, claro está, motivou da minha parte certa revolta e desde logo
tomei a minha própria decisão: esta noite não dorme aqui! Claro que o rapazinho
ficou desorientado e, em vez de bater na porta do nosso (naquela noite era só
meu) quarto, foi para a que ficava ao lado, exatamente onde dormia o Armando Amaral
e a sua esposa, portanto, pais do Constantino Amaral. Eu só o ouvia dizer: “ó
chefe, abre a porta”. Até hoje, não sei qual a desculpa que ele apresentou a
esse decano dos jornalistas açorianos. Mas antes eu havia informado a recepção
do Hotel Canadiano do sucedido. O senhor Pavão ria que se fartava, pois já
tinha conhecimento da engendrada “maldade” que o “grupo dos quatro” (Luciano
Barcelos, Paulo Barcelos, Armando Mendes e o dito cujo) tinha preparado para a
minha pessoa. O rapazinho acabou por dormir no quarto do “crime”, mas não se
livrou de colocar o colchão no seu devido lugar, fazer a cama, arrumar os
sapatos no seu devido lugar e, também, deixar o quarto como estava dantes, de
mala arrumadinha. E eu sentado de cadeira a ver todo este espetáculo. Depois
foi a minha vez de entrar na forte risada.
Tempos que já lá vão. O bom amigo Francisco Coelho, que volvidos alguns
meses partiu para Lisboa para cursar Direito, nunca pensou que um dia iria
assumir o cargo de presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
(ALRA), cargo que desempenha com bastante eficiência. E, hoje, talvez nunca
pensasse que o “chefe” (como ele me tratava) iria trazer à estampa esta
diabólica história. Assim, as simpáticas filhas, que ele tanta adora, ficarão,
a saber, que o pai, quando jovenzinho, não era nenhum santinho. Também fazia
das suas.

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