ADOLFO LIMA SECRETÁRIO DE POPULARIDADE
Sempre franzino e com uma genica impressionante, Adolfo
Lima, com muita vivência na Pastelaria Atanásio onde seu pai, José Lima,
trabalhava. No tempo do senhor Atanásio e, posteriormente, à morte deste
conhecido comerciante do burgo angrense, José Lima manteve-se na gerência do
estabelecimento que era
conotado por “segunda sede do Lusitânia” e, também,
pelo “cantinho dos distintos”, visto que lá paravam médicos, engenheiros,
advogados e outros de nobres profissões. Quando acontecia um jogo
Lusitânia-Angrense e vice-versa, por brincadeira perguntava-se: quem ganhou? O
Atanásio ou o Chá Barrosa?
Adolfo Lima tinha um dos seus amigos mais íntimos com quem, muitas vezes,
circulava na Rua da Sé (o tal sobe-e-desce dos bons-velhos-tempos da principal
artéria citadina). Estamos a falar (e a recordar ao mesmo tempo) do falecido
Jorge Bretão, cujo pai, Dr. José Correia Bretão, fazia parte daquele grupo que
frequentava o tal “cantinho dos distintos”, mas, para o Dr. Bretão, o melhor
seria mesmo colocá-lo na “segunda sede do Lusitânia”. Ao cabo, eram todos
amigos do senhor José Lima.
Adolfo Lima jogou na Académica do Liceu de Angra e creio que fez parte de
equipas do Ginásio do Lawn Tennis Clube, orientadas por outra enorme figura da
nossa praça, o professor Nuno Monteiro Paes. E este? No “cantinho dos
distintos” ou na “segunda sede do Lusitânia”? No retrato, também ficava bem na
“segunda sede do Lusitânia”.
Seguindo a vida política, após se formar em veterinária, Adolfo Lima, que era
(e deve continuar, pensamos nós) filiado no PSD, fez parte do governo da
presidência de João Bosco Mota Amaral, assumindo a tutela da Secretaria
Regional da Agricultura e Pescas (não me lembro de ver o Adolfo no Cais da
Cidade com uma cana de pesca na mão. Talvez o tenha feito lá pelas aprazíveis
zonas dos Biscoitos) onde realizou um trabalho de muito bom nível, de acordo
com as várias opiniões que, nesses períodos, foram divulgadas pela mídia do
arquipélago. Por isso mesmo, parte da nossa Comunicação Social, em grupo
fechado, considerou Adolfo Lima como o secretário mais popular, quiçá pela
afabilidade que sempre teve para com os OCS. Os comentários, repito, que se
faziam em grupo. Não foi uma eleição da mídia, que fique bem claro. Acreditamos
que, entre os jornalistas, havia quem discordasse da política de Adolfo Lima,
mas aqui uma minoria. E não era a maioria porque Adolfo Lima nasceu na ilha
Terceira. A tal questão de ser ou não ser micaelense...
Num honra ao mérito, Adolfo Lima ocupa um lugar de destaque no panorama europeu
(e mundial) das pescas, exercendo, inclusive, o cargo de Comissário, se a
memória não nos atraiçoa.
Eu e Adolfo Lima temos um amigo em comum, o senhor António que reside na cidade
da Horta e que, no tempo em que fui colaborador, pertencia ao grupo de mentores
do Jornal Tribuna das Ilhas. Um velho amigo do Adolfo e que, curiosamente,
quando eu estava na Horta e ele se deslocava a Lisboa ou a Madrid, trazia
sempre para a minha pessoa um abraço do Adolfo Lima. São estas coisas que nos
sensibilizam. Na verdade, também sempre tivemos por Adolfo Lima o maior apreço
e reconhecimento pela sua capacidade e elevados conhecimentos sobre a
agricultura e as pescas da nossa região.
Adolfo
Lima uma pessoa de sorriso nos lábios, sorrisos esses que revelam a pureza da
sua própria alma. Para nós, ainda continua a ser o mais popular.

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