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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Do jornal A União



 ADOLFO LIMA SECRETÁRIO DE POPULARIDADE

Sempre franzino e com uma genica impressionante, Adolfo Lima, com muita vivência na Pastelaria Atanásio onde seu pai, José Lima, trabalhava. No tempo do senhor Atanásio e, posteriormente, à morte deste conhecido comerciante do burgo angrense, José Lima manteve-se na gerência do estabelecimento que era
conotado por “segunda sede do Lusitânia” e, também, pelo “cantinho dos distintos”, visto que lá paravam médicos, engenheiros, advogados e outros de nobres profissões. Quando acontecia um jogo Lusitânia-Angrense e vice-versa, por brincadeira perguntava-se: quem ganhou? O Atanásio ou o Chá Barrosa?

Adolfo Lima tinha um dos seus amigos mais íntimos com quem, muitas vezes, circulava na Rua da Sé (o tal sobe-e-desce dos bons-velhos-tempos da principal artéria citadina). Estamos a falar (e a recordar ao mesmo tempo) do falecido Jorge Bretão, cujo pai, Dr. José Correia Bretão, fazia parte daquele grupo que frequentava o tal “cantinho dos distintos”, mas, para o Dr. Bretão, o melhor seria mesmo colocá-lo na “segunda sede do Lusitânia”. Ao cabo, eram todos amigos do senhor José Lima.
Adolfo Lima jogou na Académica do Liceu de Angra e creio que fez parte de equipas do Ginásio do Lawn Tennis Clube, orientadas por outra enorme figura da nossa praça, o professor Nuno Monteiro Paes. E este? No “cantinho dos distintos” ou na “segunda sede do Lusitânia”? No retrato, também ficava bem na “segunda sede do Lusitânia”.
Seguindo a vida política, após se formar em veterinária, Adolfo Lima, que era (e deve continuar, pensamos nós) filiado no PSD, fez parte do governo da presidência de João Bosco Mota Amaral, assumindo a tutela da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas (não me lembro de ver o Adolfo no Cais da Cidade com uma cana de pesca na mão. Talvez o tenha feito lá pelas aprazíveis zonas dos Biscoitos) onde realizou um trabalho de muito bom nível, de acordo com as várias opiniões que, nesses períodos, foram divulgadas pela mídia do arquipélago. Por isso mesmo, parte da nossa Comunicação Social, em grupo fechado, considerou Adolfo Lima como o secretário mais popular, quiçá pela afabilidade que sempre teve para com os OCS. Os comentários, repito, que se faziam em grupo. Não foi uma eleição da mídia, que fique bem claro. Acreditamos que, entre os jornalistas, havia quem discordasse da política de Adolfo Lima, mas aqui uma minoria. E não era a maioria porque Adolfo Lima nasceu na ilha Terceira. A tal questão de ser ou não ser micaelense...
Num honra ao mérito, Adolfo Lima ocupa um lugar de destaque no panorama europeu (e mundial) das pescas, exercendo, inclusive, o cargo de Comissário, se a memória não nos atraiçoa.
Eu e Adolfo Lima temos um amigo em comum, o senhor António que reside na cidade da Horta e que, no tempo em que fui colaborador, pertencia ao grupo de mentores do Jornal Tribuna das Ilhas. Um velho amigo do Adolfo e que, curiosamente, quando eu estava na Horta e ele se deslocava a Lisboa ou a Madrid, trazia sempre para a minha pessoa um abraço do Adolfo Lima. São estas coisas que nos sensibilizam. Na verdade, também sempre tivemos por Adolfo Lima o maior apreço e reconhecimento pela sua capacidade e elevados conhecimentos sobre a agricultura e as pescas da nossa região.

Adolfo Lima uma pessoa de sorriso nos lábios, sorrisos esses que revelam a pureza da sua própria alma. Para nós, ainda continua a ser o mais popular.




Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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