ALÔ "MISTER"!
Evidentemente que não me vou contrariar no que
concerne a uma opinião que passei no artigo intitulado “a coisa vai” e cujo
corpo do mesmo teve a ver com a enorme esperança de que, com um plantel “made
in Açores”, o Angrense se iria manter no segundo escalão do futebol nacional,
competição que marcou a sua estreia, depois de, em anos anteriores, ter
militado no terciário, concretamente na Série E, aquela que na altura era
reservada às equipas açorianas e madeirenses. Depois, claro, verificaram-se
mudanças.
De fato, e na sequência de um começo auspicioso, muito se acreditou na manutenção dos vermelhos da Rua de São João e cujo elenco diretivo visivelmente se tem empenhado para que o clube surja com potencial futebolístico, situação seguida com um equilíbrio orçamental, ou seja, sem se entrar nas loucuras de antigamente e que são por demais conhecidas.
Quando se iniciou o processo de participações nos respectivos campeonatos nacionais, as equipas que lá chegaram optaram por treinadores vindos do continente, o que até foi legitimo compreender uma vez que não tínhamos técnicos locais possuidores do exigido diploma. A partir de dada altura, e com o apoio da DREFD (Eduardo Monteiro), é que teve início o ciclo de cursos (1984) para treinadores de futebol, ciclo esse que, felizmente, e agora através da AFAH, tem tido a sua continuidade. Recordo-me que, num desses cursos, na companhia do meu colega e amigo António Nanques, fui falar sobre jornalismo.
Muitos dos jogadores que encerraram as suas carreiras, e como era de prever (o bichinho não morre de um momento para o outro. E até falo por mim na área que abracei. Já são 48 anos), enveredaram pela de treinador. Daí que hoje é consolador verificar-se que a maioria dos clubes que disputam a Série Açores, por exemplo, recorreram aos técnicos locais. E aqui, da nossa parte, os clubes em questão merecem os maiores encómios. É que, pelo que conheci e acompanhei de perto, a esmagadora maioria dos técnicos que demandaram do continente, não eram melhores do que os nossos. Nós (eu estou fora desse contexto, todos sabem isso) é que tínhamos o preconceito de que os “santos de casa” não faziam milagres. Um erro que se cometeu durante alguns anos, mas hoje reparado face ao atual panorama. Treinadores continentais no Madalena, Operário e creio que no Santiago. Lembro-me que há uns anos atrás, e fazendo um paralelo entre os treinadores continentais recrutados e os locais já com habilitação, mandei esta brasa (desculpem estou no Brasil. O termo é deles): mente melhor quem vem de longe!
Ora, o Angrense com o fito de se guindar a um plano mais elevado do futebol nacional, neste caso a II divisão, apostou num técnico local e com a particularidade de ser um homem da casa. Fê-lo com toda a convicção de que João Eduardo Alves tem capacidade para exercer o cargo, não só em termos de condição física, técnica e estratégia táctica, como, e fundamentalmente, de condução de homens. É que, para o efeito, é necessário conhecer-se um pouco de psicologia. E conheci muitos treinadores que nesse sentido não passaram de um “zero à esquerda”, isto para aplicar outra velha máxima.
Por isso digo alô “mister” a descida à Série Açores não constituiu uma hecatombe para a coletividade. Creio que foi, ao cabo, mais um aprendizado para estes jovens jogadores que participaram na campanha.
Por outro lado, e passando do vermelho para o verde (se preferirem de rival para rival), estou certo que o Lusitânia trilhará o mesmo caminho, mantendo Francisco Faria no comando da equipa que, com mais um acerto ou outro no que respeita ao plantel, manterá o “made in Açores”. Se assim for, a tarefa será extremamente difícil para atingir o degrau da manutenção. Quem não caça com gato, caça com rato... E manda a verdade dizer que as equipas açorianas não podem, face às suas próprias realidades, entrar em loucuras no respeitante a contratações no mercado continental. Pergunto: e que fez o Praiense nesse sentido? Desceu de divisão e não logrou o seu objetivo que passava por vencer a edição da Série Açores, cujo título já foi assegurado pelo Sport Club Lusitânia que partiu para a competição com o firme propósito da manutenção. O resto veio por acréscimo e teve na HUMILDADE a sua grande arma. Um balneário unido e eis o resultado. Ainda em relação aos verdes, e para encerrar, dizer também que aplaudo a iniciativa de terem colocado Ricardo Rosa como conselheiro técnico. Como técnico deu provas suficientes e para, além disso, aquela cabecinha é mesmo afinada.
De fato, e na sequência de um começo auspicioso, muito se acreditou na manutenção dos vermelhos da Rua de São João e cujo elenco diretivo visivelmente se tem empenhado para que o clube surja com potencial futebolístico, situação seguida com um equilíbrio orçamental, ou seja, sem se entrar nas loucuras de antigamente e que são por demais conhecidas.
Quando se iniciou o processo de participações nos respectivos campeonatos nacionais, as equipas que lá chegaram optaram por treinadores vindos do continente, o que até foi legitimo compreender uma vez que não tínhamos técnicos locais possuidores do exigido diploma. A partir de dada altura, e com o apoio da DREFD (Eduardo Monteiro), é que teve início o ciclo de cursos (1984) para treinadores de futebol, ciclo esse que, felizmente, e agora através da AFAH, tem tido a sua continuidade. Recordo-me que, num desses cursos, na companhia do meu colega e amigo António Nanques, fui falar sobre jornalismo.
Muitos dos jogadores que encerraram as suas carreiras, e como era de prever (o bichinho não morre de um momento para o outro. E até falo por mim na área que abracei. Já são 48 anos), enveredaram pela de treinador. Daí que hoje é consolador verificar-se que a maioria dos clubes que disputam a Série Açores, por exemplo, recorreram aos técnicos locais. E aqui, da nossa parte, os clubes em questão merecem os maiores encómios. É que, pelo que conheci e acompanhei de perto, a esmagadora maioria dos técnicos que demandaram do continente, não eram melhores do que os nossos. Nós (eu estou fora desse contexto, todos sabem isso) é que tínhamos o preconceito de que os “santos de casa” não faziam milagres. Um erro que se cometeu durante alguns anos, mas hoje reparado face ao atual panorama. Treinadores continentais no Madalena, Operário e creio que no Santiago. Lembro-me que há uns anos atrás, e fazendo um paralelo entre os treinadores continentais recrutados e os locais já com habilitação, mandei esta brasa (desculpem estou no Brasil. O termo é deles): mente melhor quem vem de longe!
Ora, o Angrense com o fito de se guindar a um plano mais elevado do futebol nacional, neste caso a II divisão, apostou num técnico local e com a particularidade de ser um homem da casa. Fê-lo com toda a convicção de que João Eduardo Alves tem capacidade para exercer o cargo, não só em termos de condição física, técnica e estratégia táctica, como, e fundamentalmente, de condução de homens. É que, para o efeito, é necessário conhecer-se um pouco de psicologia. E conheci muitos treinadores que nesse sentido não passaram de um “zero à esquerda”, isto para aplicar outra velha máxima.
Por isso digo alô “mister” a descida à Série Açores não constituiu uma hecatombe para a coletividade. Creio que foi, ao cabo, mais um aprendizado para estes jovens jogadores que participaram na campanha.
Por outro lado, e passando do vermelho para o verde (se preferirem de rival para rival), estou certo que o Lusitânia trilhará o mesmo caminho, mantendo Francisco Faria no comando da equipa que, com mais um acerto ou outro no que respeita ao plantel, manterá o “made in Açores”. Se assim for, a tarefa será extremamente difícil para atingir o degrau da manutenção. Quem não caça com gato, caça com rato... E manda a verdade dizer que as equipas açorianas não podem, face às suas próprias realidades, entrar em loucuras no respeitante a contratações no mercado continental. Pergunto: e que fez o Praiense nesse sentido? Desceu de divisão e não logrou o seu objetivo que passava por vencer a edição da Série Açores, cujo título já foi assegurado pelo Sport Club Lusitânia que partiu para a competição com o firme propósito da manutenção. O resto veio por acréscimo e teve na HUMILDADE a sua grande arma. Um balneário unido e eis o resultado. Ainda em relação aos verdes, e para encerrar, dizer também que aplaudo a iniciativa de terem colocado Ricardo Rosa como conselheiro técnico. Como técnico deu provas suficientes e para, além disso, aquela cabecinha é mesmo afinada.

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