Eu, as crianças e os idosos
Todos nós tivemos uma infância. Como em tudo, uns mais felizes
do que outros. Nunca se fugiu (nem nunca se fugirá) ao estigma dos ricos, dos
remediados e dos pobres.
Depois, quando se ultrapassam as fases de criança e adolescente, entra-se
naquela em que já sabemos o que queremos e, sobretudo, pela medição da nossa
própria capacidade intelectual, o que queremos ser na vida.
Eu, por exemplo, sempre sonhei ser marinheiro, depois psicólogo e/ou jornalista. Fiquei pelo jornalismo e
não estou nada arrependido. Adoro crianças e tenho o maior carinho pelas
pessoas idosas. Sempre estendi a mão a qualquer idoso que pretendeu (ou ainda
pretende) ser meu amigo. O mesmo direi dos jovens. Sobre estes, lidei com
muitos no futebol. Quantas amizades fiz? Um ror delas.
De criancinhas, sinto por elas uma incomensurável
ternura. Tenho saudades do tempo em que a minha filha (hoje a caminho dos 36
anos de idade) comigo brincava. De analisar o seu crescimento físico/intelectual,
de lhe dar aqueles beijos e abraços de quem foi presenteado com o melhor que
Deus lhe deu.
Ao longo dos tempos, conheci várias crianças
recém-nascidas, filhas de pessoas intimamente ligadas à minha pessoa. Como é
bonito ver uma criancinha saída logo após o parto. Que sensação, que ligação
fica para o futuro. E tenho alguns exemplos dessa felicidade.

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