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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Às terças-feiras - A minha visão



O futebol, meu “metier” durante mais de quatro décadas, é o tema de hoje. Um tema que tem a ver com os desideratos das seleções de Portugal de futebol e do futsal.
Ano de 1966 – Estava eu em Angola, concretamente na Vila General Machado, e via rádio, pela voz do saudoso Artur Agostinho na antiga Emissora Nacional, acompanhei todos os jogos da seleção lusa. Escusado será dizer que, à semelhança de milhares de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo, sofri no jogo ante os coreanos. Estivemos a perder por 3-0 e viramos para 5-3 graças à inspiração (mais uma) do “pantera negra” Eusébio da Silva
Ferreira, daí que tenha surgido a frase “Rei Morto (Pelé), Rei Posto (Eusébio). E em corolário dessa brilhante campanha, foi comemorar com a obtenção do terceiro lugar.
Anos volvidos, já inserido na minha carreira de jornalista, estive em Angra do Heroísmo com Artur Agostinho e o selecionador dessa altura José Maria Antunes, nas comemorações dos 75 anos da Associação de Futebol de Angra do Heroísmo, efeméride com ligação ao trigésimo aniversário do Clube Nacional da Imprensa Desportiva, vulgo CNID, dai que tenha seguido para Lisboa para acompanhar as celebrações do CNID do qual fui representante nos Açores. Dos colóquios às homenagens prestadas a todos os que estiveram em Inglaterra em 1966, desde técnicos, médico, massagista,  dirigentes, jogadores e jornalistas. Recordo que o meu querido chefe de redação de A Bola, Vítor Santos, foi representado pelo seu sobrinho Rui Santos. Um reencontro, também, com outros amigos conhecidos, entre os quais Hilário, Juca e Mário Lino.
Os dois títulos nos Mundiais de sub-20 sob o comando de Carlos Queirós merecem ser referidos e enaltecidos. Marcou o início de uma época áurea do futebol jovem em Portugal. Carlos Queirós que, mais tarde, também assumiu a seleção principal, mas, infelizmente, não teve o esperado sucesso.
Em 2004, no Europeu disputado em Portugal, chegamos à final e fomos derrotados pela Grécia, a única seleção que nos derrotou por duas vezes. Uma seleção portuguesa comandada pelo técnico brasileiro Luís Felipe Scolari que, manda a verdade dizer, realizou um bom trabalho. Nunca tínhamos chegado a uma final até a esse ano de 2004, um mês antes de eu abalar para o Brasil. Estava eu na ilha do Faial a acompanhar os jogos pela televisão, obviamente.
No Mundial de 2006, também uma presença condigna, disputando o terceiro lugar com a Alemanha. Perdemos por 3-1 e ficamos com o quarto lugar. Sonhamos com a final, mas não deu para lá chegar.
Em 2010 e 2014, respectivamente, na África do Sul e no Brasil, classificações que não satisfizeram. No Brasil, foram muitos os portugueses que ficaram decepcionados.
Depois, em 2016, na França, o grande desiderato ao chegarmos ao título europeu e logo no esgrimir com a França, país anfitrião. Foi o delírio em Portugal e por todas as comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Um título com o selecionador Fernando Santos que sempre acreditou nos jogadores que estiveram à sua disposição. A esmagadora maioria que, também, contribuiu para o apuramento ao próximo mundial a disputar na Rússia este ano. Será desta que vamos conquistar o tão ambicionado título? O Europeu já cá canta. Falta este. Força Portugal!
E de força Portugal, registe-se o título europeu no futsal conquistado frente à poderosa Espanha. Também outra modalidade em que têm sido visíveis os progressos quer ao nível de clubes quer ao nível de seleções. E não é por mero acaso que temos o melhor do mundo, Ricardinho.
Futsal de Portugal, Campeão da Europa. Futsal nos Açores que tardou a ser implantado, isto por casmurrice de um antigo Diretor Regional do Desporto. E mais não digo.


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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