
AO COMPASSO DE
Colibri
Avencas
Cores e cantos.
Pousa na estação
A estação da vida.
No céu
Descortina o dia
Chove.
Venta nas samambaias
E na planta alta
Onde dorme o pássaro da noite.
O poeta
Acorda
Ao coro de canários e sabiás.
Sob o fascínio do jasmineiro
A exalar perfumes.
Ainda que
Saudoso do alecrim
Crisântemo
Um cheiro de vida
Um dia a desvendar
Nutre
O poeta de sublime verdade
Esta
De que
Na vida nem tudo é escuridão
Envolto por calorosa acolhida
Sinfonia de pássaros
Amigos
Agasalhado de murtas a florir.
De corpo e alma
Entregue
Ao céu a descortinar o dia
Leve
Tal qual às plumas de uma ave
No firmamento
E ao compasso de canários e sabiás
Vive
Momentos únicos
Sem se preocupar
Se chove
Ou se o sol aparece.
Feliz.
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