Há muitos anos atrás, quando era moço, conheci um Maestro que tocava para os americanos nos clubes que os mesmos tinham na Base Aérea das Lajes, respectivamente oficiais e sargentos (NCO Club). Chamava-se Artur Carneiro e a sua orquestra AT CARNEIRO. Teve um único filho, Roberto Artur Carneiro, que
chegou a Ministro da Educação e membro da administração da TVI. Não sei se
ainda se encontra ligado ao conhecido canal televisivo. Do pai, que acompanhei
em alguns ensaios, recordo esta frase: "um grande artista, não pode passar
sem grandes músicos". Depois, fui acompanhando, ao longo dos tempos, e
aqui já como adulto, o Maestro James Last, o qual me impressionou pela forma em
como lida com os seus músicos, fazendo deles uma grande família. E tive o privilégio
de ver a orquestra de James Last nos Estados Unidos, aquando de uma das minhas
digressões a este país da América do Norte. Fiquei altamente impressionante
pelo à-vontade de James Last em pleno palco.
Hoje, associo a essas duas grandes figuras da música a que já me referi o
Maestro Eduardo Lages, fiel companheiro de Roberto Carlos. E já são muitos anos
que Lages convive com o "king". Dir-se-á, então, que Eduardo Lages é
o outro lado de Roberto Carlos, impondo-se pela sua forma de estar em cena. Há,
na verdade, uma aquilatável sintonia com os músicos e com o próprio
"king".

Sem comentários:
Enviar um comentário