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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Da escritora Graziela Veiga - TESTE À CAPACIDADE DE AGUENTAR...


 TESTE À CAPACIDADE DE AGUENTAR...

Se eu sou capaz de manter a calma quando mais ninguém consegue estar calmo. 

Se eu consigo não mentir quando quase todos mentem. 

Se eu consigo acreditar quando os outros já não acreditam. 

Se eu sou capaz de esperar quando todos desesperam. 

Se eu consigo não odiar quando os outros me odeiam. 

Se eu sou capaz de amar mesmo sabendo que não me amam. 

Se eu consigo gostar de quem não gosta de mim. 

Se eu consigo fazer o bem a quem me faz mal. 

Se eu sou capaz de lutar quando todos já desistiram. 

Se eu sou capaz de vencer quando os outros já se deram por vencidos. 

Se eu consigo acreditar que o amanhã será um novo dia após o ocaso.  

Quando eu consigo sonhar com a Primavera quando na minha vida tudo é Inverno. 

Quando tenho a capacidade de ser humilde quando os outros são arrogantes. 

Quando eu mantenho a minha cabeça a pensar por mim sem que os outros interfiram naquilo que eu acredito. 

Quando todos já partiram e eu fiquei sozinha. 

Quando os outros duvidam da minha capacidade de amar, sofrer e esperar que tudo volte à normalidade. 

Quando eu espero que se faça justiça quando tudo à minha volta é tão injusto. 

Quando o meu estado de loucura é apenas uma reacção àqueles que tentam fazer de mim parva. 

Quando eu penso que não sou melhor que ninguém mas também não sou pior do que aqueles que se julgam superiores. 

Quando eu admito os meus erros enquanto os outros se acham incapazes de errar. 

Quando eu tenho a capacidade de perdoar sempre quando os outros acham que há erros que não se perdoam. 

Quando eu penso que a vida é para ser vivida com altos e baixos, com defeitos e qualidades, enquanto os outros acham que têm vidas perfeitas, inerrantes. 

Quando eu tenho a capacidade de envelhecer por alguém sem que isso me sirva de orgulho, mas apenas porque me esforcei. 

Quando eu sou a solução do problema e ganho a coragem de o contornar enquanto os outros já partiram. 

Se eu não julgo para não ser julgada, pois falar da vida dos outros é fácil, mas assumir os nossos erros é bem mais difícil. 

Quando eu acho que já nada me surpreende e há sempre algo que eu desconhecia. 

Quando eu acredito nas pessoas e elas traem, mentem e ainda se acham heroínas. 

Se eu sou capaz de passar pela vida e acreditar no amor, na amizade, na doação, na superação, na mudança de atitude, eu acredito que sou resiliente o suficiente para vencer! 

13-10-2019

Graziela Veiga

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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